quinta-feira, 21 de maio de 2020

Um conto sobre os Goblins malditos


    O conto tem início no porto da cidade, onde vários pescadores se despediam de suas famílias para embarcar em mais uma pesca perigosa.
    Todos sabiam o que os aguardavam dali em diante, pois quem vai ao território dos Goblins do mar, talvez nem volte vivo...

E pra lá eles vão, correndo perigo
Argh, Goblins malditos


    Malditos sejam esses Goblins! Horrendos, minúsculos, carniceiros, sedentos de sangue.
Há quem diga que viu um Goblin vermelho e voltou para contar história.
    O nome dele é Svalför.
    Sempre que acaba o tempo de pesca, os pescadores descansam para a próxima jornada. Mas às vezes o pescado não é suficiente para toda a população, mesmo que a população seja de poucos habitantes. E a única solução seria viajarem para pescar nas terras de Notüm, que fica muito distante, ou tentar a sorte no território dos Goblins. Perigo por perigo, as terras dos Goblins são mais próximas...
    Svalför foi o capitão do navio pesqueiro dá última vez que foram ao território Goblin, depois disso não encontrou coragem para encarar os mares novamente...

Agora iremos à nossa jornada, mesmo que voltemos feridos
Argh, Goblins malditos


    Agora eu serei o novo capitão, e sei dos perigos que nos cercam, mas os Goblins só irão para aquela região daqui uns dias. Se formos rápidos e discretos, retornaremos sãos e salvos.
    Daquela vez os pescadores viajaram preparados e armados. Mas lanças e espadas não foram suficientes.
    Svalför tentou proteger seu melhor amigo da fúria do Goblin vermelho.
    Os Goblins vermelhos, além de serem maiores e mais fortes, também são os líderes de cada bando. Medem o tamanho de um homem, mas muito mais fortes e ferozes.
    O Goblin rasgou partes do corpo de Ragfürr como se ele fosse feito de papel. Uma imagem que não sairá da mente de Svalför, que viu o amigo ser morto em sua frente.
    Daquela vez os pescadores viajaram muito mais preparados e armados. Mas lanças e espadas não foram suficientes.
    Svalför era o único sobrevivente daquele terrível massacre.
    Sangue derramado, corpos dilacerados, o navio vermelho carmim.
    Svalför alegrou-se quando viu o sol nascer, e os Goblins fugiram quando viram o sol nascer.

E ao nascer do sol eles ficam escondidos
Argh, Goblins malditos


    Como uma última nota, devo dizer que não estávamos preparados para enfrentar os Goblins, e nossa missão fracassou...

    (Goblin)
    O homem pensa que somos tolos. Tolo é o homem que pensa que é mais esperto que nós, Goblin.
    Vimos o navio chegar, vimos as redes ser lançadas. Vimos o homem descansar...

Os Goblins são vis, os Goblins são cruéis
Dê o seu último suspiro
A noite vem, a tempestade também
Argh, Goblins malditos

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